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21 novembro, 2012

quarta-feira, novembro 21, 2012

PLANEJAMENTO...e sem saber que era impossível, foi lá e fez....

Esse post tem um viés mais que especial e totalmente dedicado às pessoas que, na simplicidade da vida e sem perder tempo questionando e duvidando, realizam...olham em frente... e transformam em realidade o que era sonho. Conheci o Luiz ainda menino...e no mundo em que vivíamos era quase impossível visualizar tantas realizações...mas era um mundo cheio de sonhos. E ele sonhou em ser bombeiro e se tornou e melhor do mundo.E ele sonhou em conhecer o mundo e o mundo ficou pequeno. E “a lição, que já sabemos de cor, agora só nos resta aprender”... planejar!

Sonho de ser bombeiro
Na chácara onde morei até os 13 anos de idade, nos idos de 1979,  havia muitos incêndios florestais. Eu via pessoas estranhas, em caminhões vermelhos, capacetes reluzindo dentro da fumaça que ajudavam meu pai a apagar o fogo. Fogo esse que ameaçava nosso pequeno barraco. Quem eram estas pessoas? Porque ajudavam meu pai sem serem chamados? Brincavam comigo e meus irmãos, tomavam água, sempre sorrindo e fazendo brincadeiras. Depois desapareciam. Um dia (pensava eu!) serei um deles. Ingressei na corporação em 1987, sou um deles! A essência de ajudar quem quer que seja, mantenho comigo até hoje!  A juventude em meio à natureza me direcionou para os esportes de aventura, explorei cavernas, escalei rochas pelo Brasil e Argentina, desci cachoeiras e cânions e, em 2005 cheguei ao cume do Aconcágua-6.962 metros, o pico das Américas e o mais alto depois do Himalaia. Em 1998 fui escolhido para fazer parte da equipe dos bombeiros de Brasília nos Jogos Mundiais de Bombeiros em Durban – África do Sul. Era uma prova de salvamento em altura, que me favorecia por causa da prática de esportes de aventura. Nossa equipe conquistou o 2º lugar com muita dificuldade. Em 2000 competimos em Mantes-la-Jolie (50 Km de Paris) e minha esposa nos acompanhou. Tivemos o patrocínio de uma fábrica de cordas francesas e uma visita à cidade sede da fábrica: Lile (norte da França próximo à fronteira com a Bélgica). Foi um sonho passear pelas ruas de leper, na Bélgica, com minha esposa. Nessa competição ganhamos a medalha de ouro empatando com uma equipe francesa. Um feito sem precedentes para os bombeiros brasileiros, pois os franceses são referência em Salvamento em Altura. Depois da prova, passeando na Torre Eifel, assistimos à premiação da prova Toughest Firefighter Alive-TFA batizada por nós como “Bombeiro Durão”. Esta é a prova mais importante dos jogos com uma noite de premiação especial. Minha esposa comentou que eu tinha condições de estar naquela solenidade, isto ficou na minha cabeça quando voltamos para o Brasil. Em 2006 houve seletiva para o Toughest Firefighter Alive-TFA no Mundial de Hong Kong. Minha primeira participação nesta prova e eram mais de 200 bombeiros do mundo inteiro. Consegui a medalha de bronze na minha categoria 35 a 39 anos e 5º lugar no ranking geral. Depois deste mundial, fui selecionado para todos os Jogos Mundiais de Bombeiros (World Firefighters Games) e para os Jogos Mundiais de Polícias e Bombeiros (World Police and Fire Games) onde a prova Bombeiro Durão recebe o nome de Ultimate Firefighter-UF, viajei todos os anos desde então:


2007- WPFG, Adelaide/Austrália - Medalha de ouro individual 40 a 45 anos
2008-WFFG, Liverpool/Inglaterra - Medalha de ouro individual 40 a 45 anos e prata por equipe
2009-WPFG,Vancouver/Canadá - Medalha de ouro individual 40 a 45 anos e ouro por equipe
2010-WFFG, Daegu/Coréia do Sul- Medalha de bronze individual 40 a 45 anos e prata por equipe
2011-WPFG, New York/EUA: Medalha de ouro individual 45 a 49 anos; (minha esposa viajou novamente comigo novamente)
2012 – WFFG, Sydney/Austrália: Medalha de ouro individual 45 a 49 anos. Aqui encerro minha carreira!

Além das medalhas e da satisfação de representar meu país, conhecer outros países é algo que não pode ser descrito com palavras, além da reunião de colegas bombeiros de vários países e a mescla de culturas, um aprendizado à parte. O que mais me marcou nos países que conheci foi:
- O colorido noturno das luzes da cidade e o fascínio pela negociação no comércio de Hong Kong. Eles não se agradam quando alguém compra pelo preço da plaquinha, você tem que negociar um desconto;
- O respeito aos idosos e a aplicação dos impostos nos serviços públicos em Adelaide;
- A cultura pulsante e os exageros das bebedeiras nos pubs em Liverpool;
- A receptividade aos estrangeiros e a promessa de bons empregos em Vancouver;
- A multidão de jovens vidrados em seus iFones e a paixão por esportes em Daegu;
- A cidade que nunca dorme e de tantos atrativos dia e noite: New York;
- A multiculturalidade e a funcionalidade nas ruas de Sydney(como sua irmã Adelaide). 

 

A(s) prova(s)....
ATFA (Toughest Firefighter Alive) dos WFFG jogos mundiais de bombeiros – é a prova mais pesada. São 4 etapas com intervalo pequeno:
Etapa 1: Corrida de 10m conecta as juntas de duas linhas de mangueiras na viatura, pega as outras extremidades (esguichos) e estende-as arrastando os 100 metros de mangueiras (+- 100kg nos últimos 5 metros). Larga-as e corre para enrolar duas mangueiras estendidas no chão;
Descansa o que faltar para 10 minutos (cada etapa começa 10 minutos após o início da anterior, ex.: 1ª etapa começa 09:00, 2ª às 09:10, 3ª às 09:20 e 4ª às 09:30);
Etapa 2: corrida de 10m, desloca uma bigorna (+- 40kg) com pancadas de marreta 5kg (+- 20 marretadas), corre 20m pega um galão com 25kg, passa por um túnel de 1,2m altura, volta com o galão e o coloca no local de origem, corre 90m, transpõe muro de 3m de altura, cai num colchão, corre 40m, pega um boneco 80kg e o arrasta por 90m até a linha de chegada;
Etapa 3: corrida de 10m, pega duas escadas (45kg cada) levanta-as contra a parede da torre metálica (uma de cada vez), corre 20m pega dois galões (13kg cada) sobe os 3 andares da torre com os galões colocam-os no piso e iça um rolo de mangueiras (+- 25kg) por uma corda, desce com os galões, corre 10m conecta um esguicho na viatura e corre 10m para o final;
Etapa 4: Sobe as escadas de um edifício 20 andares (TIVERAM DOIS MUNDIAIS QUE FORAM 40 ANDARES!!) com e equipamentos individuais: roupa para combate a incêndio (jaqueta e *calça), capacete, *botas, cilindro de ar. Aproximadamente 17kg de equipamentos.
A UF (Ultimate Firefighter) WPFG tem etapas parecidas mas com distâncias menores e não tem a subida do prédio na 4ª etapa. São 2 subidas na torre metálica de 3 andares. O intervalo entre as etapas é estendido, +- 1h30min, são 2 etapas no período da manhã e 2 à tarde. Esta prova é explosiva, de velocidade, e o TFA é uma prova mista com ênfase na resistência e na tolerância à dor!
A preparação física para participar de cada prova é distinta. Indiscutivelmente o TFAexige muito mais preparação que o UF. Ambas levam meses de preparação com corridas, musculação específica e funcional, nutrição direcionada, treinamentos específicos da prova, etc. Temos que  estudar a melhor forma de executar cada tarefa no menor tempo possível e o controle emocional para não atrapalhar na hora da prova!! Aí entra a minha experiência, conheço cada detalhe das provas, sei onde posso apertar mais e onde tenho que dosar energia, isto faz muita diferença no resultado final! 

A Aposentadoria como competidor
A prova é verdadeiramente dura, muitos a consideram até desumana e é a realidade extrema de bombeiro. Considero-me privilegiado por ter condições de enfrentar situações extremas para salvar outros. É uma missão! É minha missão! Tanto as provas quanto a preparação exigem muito tempo de dedicação e compromete o convívio familiar e os projetos do trabalho. Usufruí bastante destas oportunidades e graças aos meus dons físicos e técnicos (que Deus me proporcionou), procurei utilizá-los com o máximo de competência e inteligência. Acho que está na hora de dar um descanso para o corpo e me dedicar a outros projetos. Encerrei minha carreira com mais uma medalha de ouro : ter consciência de parar ainda no auge, embora só eu mesmo saiba o esforço enorme que foi esta última competição. Se eu puder treinar outros colegas, o farei com prazer, afinal a minha experiência poderá ser útil para ajudar os mais jovens. A decisão de parar também é um treinamento difícil, mas que precisa ser praticado.

As Viagens
É uma “droga sadia” e vicia. Depois de conhecer outros países, outras culturas, outras histórias...não dá para deixar de viajar mais!! Conheci 13 países, em todos os continentes. Para alguns voltarei junto com minha esposa. Para outros já foi o bastante, não me apetece retornar. Estive na Venezuela (Sta Helena Uairén) em missão de combate de incêndio florestal, na África do Sul (Durban) na competição. Duas vezes na França (Paris e Lile/ Paris e Normandia) em competição e turismo (nas horas de folga, claro!). Portugal (Lisboa e Cascais), Inglaterra (Liverpool e Londres), China (Hong Kong), duas vezes na Austrália (Adelaide e Sydney). Estive noHaiti (Porto Príncipe) em missão de Socorro às vítimas terremoto 2010, Argentina (Córdoba e Mendoza), Chile (Santiago e Valparaízo), Colômbia (Bogotá) em missão oficial e nos EUA (new York). As viagens têm um papel preponderante na minha consciência atual, tanto profissional como pessoal, de pai de família e esposo. Como profissional pude ver as possibilidades de progresso técnico e também observar a nossa situação frente os corpos de bombeiros do restante do mundo. Temos muito o que melhorar mas, antes de tudo, temos que consolidar nossa ‘identidade’ utilizando o que há de melhor no mundo, adotando e/ou adaptando para nossa realidade cultural e geográfica as boas experiências vividas. Como pessoa é impossível não ficar diferente. As imagens, os costumes, as histórias que se abrem aos nossos olhos, promovem uma reviravolta na nossa percepção de mundo e de vida, se bem que não é só ver, é saber enxergar também, Afinal muitos vêm e poucos enxergam realmente.
E o meu plano agora é, junto com minha esposa, proporcionar pelo menos uma viagem internacional para cada filho, com um objetivo pré-estabelecido. Minha filha mais velha foi para Brighton – Inglaterra fazer intercâmbio de inglês, passou um mês e achou pouco! Para os outros dois estamos planejando, pois, como não temos condições financeiras privilegiadas temos que planejar bem para otimizar as oportunidades. Vou continuar viajando, agora com minha esposa.
Acredito bastante que ter objetivos é primordial para qualquer coisa na vida. Planejamento faz parte da vida, sem objetivos e planejamento a gente fica vagando por aí. Objetivos fazem com que, quando levantamos a cabeça, tenhamos para onde olhar e continuar caminhando, “é como na montanha”...na direção do topo. 

Luiz Antonio Aquino Caetano, casado (Jaqueline Farias, sua alma gêmea), 46 anos, formado em Geografia, ingressou no Corpo de Bombeiros Militar do DF em maio de 1987. Pai de 3 filhos (2 meninas: 22 e 20 anos e 1 menino: 18 anos)





04 junho, 2012

segunda-feira, junho 04, 2012

TURISMO EM BRASÍLIA?

É claro que é possível, com um pouco de planejamento e criatividade!
É comum o brasiliense ter dificuldades em receber pessoas de fora, pois para nós as coisas são óbvias e sem grandes atrativos aqui na cidade. Some-se a isso as questões de transporte e as distâncias, muitas vezes desanimadoras.
Isso me motivou tentar quebrar essa percepção, porque acredito que um pouco de preparo pode proporcionar menos stress para quem recebe e uma grande surpresa para quem visita!
Receber um turista (amigos e familiares) em “Brasilia”, tem que ser muito criativo e apaixonado pela cidade. Se não o é, não o faça, pois receber é o desafio de “encantar” pela nossa história, cultura e geografia, com apenas 50 anos de idade!!!! Além disso, poucos sabem que a cidade tem vida além da política.
Claro que algumas coisas aqui são diferentes das outras cidades. Somos um modelo atípico de organização urbana, existe uma setorização forte, a política domina o imaginário da população (principalmente quem é de fora), temos problemas urbanos, econômicos e sociais, enfim....tirando o que já sabemos que é complicado, vamos aos fatos : Brasília é uma cidade tão turística como outra qualquer. Começo lembrando da nossa história (não tão distante), que tem coisas muito boas e que se popularizaram no Brasil:

1. Participamos ativamente da tão sonhada democracia, com os Movimentos "Diretas Já", "Os Caras Pintadas" e mais recentemente a “Marcha contra a Corrupção”, dentre outros. O cenário é a Esplanada dos Ministérios, o ponto central das decisões e de poder político!!! Gente, isso é que é democracia!!!
2. Somos lembrados pelo Rock Nacional : Capital Inicial, Plebe Rude e, claro, a inesquecível Legião Urbana. Tivemos a Cassia Eller, um ícone que projetou o “jeito Brasilia” de cantar e temos o incomparável Oswaldo Montenegro no auge de sua carreira.
3. Somos referência de respeito ao cidadão pela Faixa de Pedestre e compartilhamos esse exemplo com outras cidades.
4. Exportamos talentos, como os Melhores do Mundo e seu um humor inteligente, acessível e digno (sem apelações medíocres).


Então, só com esses pequenos lembretes, afirmo que Brasília é uma Grife! Uma marca forte que só depende de como vamos projetá-la para nosso visitante!

Gosto de me preparar, por isso selecionei algumas sugestões, porque de fato pratico a projeção positiva da cidade. Vamos a elas:
Antes da “Visita” chegar
1. Tenho que conhecer o perfil do meu visitante, o que sabe sobre a cidade e quais são seus interesses pela visita. Qual o estilo de vida, do que gosta de fazer: Baladas, gastronomia, arte, esportes, etc.
2. Faço uma lista de roteiros com pontos turísticos tradicionais e os pontos peculiares da cidade que mostram o dia-a-dia, de acordo com o perfil do visitante.
3. Pesquiso a programação da cidade (shows, teatros, exposições) para o período da estadia. Quem sabe incluir alguma coisa “diferente” no passeio?
Recebendo o visitante
1. Direto do aeroporto para uma panorâmica da Esplanada...lembram da musica Faroeste Caboclo? Pois é...envolver o visitante na história de Brasilia é fundamental e, se for à noite, a vista é sensacional e imponente, quebrando qualquer má impressão!
2. Gosto de contar a parte mística da construção da cidade, que tem no livro de Iara Kern – de Aknaton a Jk.... vai lá e descobre as “lendas” de Brasilia.
3. Se houver espaço, falo sobre como foi participar das "Diretas Já", do movimento "Caras Pintadas" e de ter vivido o rock nacional.
4. Ressalto a dinâmica da cidade: o urbanismo, a arquitetura, o trânsito, as distâncias, a segregação de grupos. A cidade é diferente mesmo. Desmistifico a questão da política e nem dou “trela” se o assunto for por aí.
5. Compartilho a lista de coisas que podemos fazer e selecionamos o que é de seu interesse e desejo.


Durante a Visita
1. Faço rotas, combinando-as com distancia e tempo. Visitar os pontos turísticos como panorâmica ou visitá-los internamente, depende da estadia na cidade. Procuro fazer uma rota que fique o menos cansativo possível, pois em Brasilia tudo é muito longe. Se for mais apropriado, já temos o CITY TOUR que pode facilitar muito.
2. Programo paradas para fotos e um pouco de história. Por isso, é importante conhecer a história da cidade e seus monumentos!
3. Acrescento idas a locais que frequento no dia-a-dia, mesclando com as visitas aos monumentos, e assim, posso apresentar um pouco sobre a vida e a rotina na cidade.


Despedindo da cidade
Visita acabando? Compro um livro sobre a cidade ou um “regalo” na Torre de TV para meu visitante. Também gosto muito dos presentes da Galeria Athos Bulcão.

Bacana né? Parece óbvio, mas essas dicas me ajudam muito quando recebo alguém de fora e, geralmente, as pessoas saem daqui com outra imagem da cidade.


Minhas sugestões de rotas personalizadas!
As rotas ajudam a administrar o tempo e as distâncias em Brasília. Cada uma delas eu utilizei com algum visitante. Claro que muita coisa pode ser acrescentada ou retirada, a ideia aqui é mostrar um pouco de como me organizo.

Rota 1 – Monumentos de Niemeyer
- Passeio pela Esplanada dos Ministérios, Congresso e a Praça dos 3 poderes. Explore bem essa visita panorâmica com uma parada na Praça dos 3 Poderes que tem os prédios do Executivo, Judiciário e Legislativo, harmônicos e com a mesma importância. Explique que Niemeyer e Lucio Costa defendiam a ideia da praça ser acessível e com os 3 poderes unidos em prol de uma filosofia de administração voltada para o povo. Fale sobre o monumento dos Candangos como parecem extraterrestres e mostre a “mirada” deles para o espaço...na realidade, eles representam os operários que trabalharam na construção da cidade e parecem observar o futuro..... Se tiver tempo, faça a visita guiada no Itamaraty que é de uma riqueza ímpar e é nosso Palácio, né?
- Vale a pena uma parada Biblioteca Nacional para fotos e verifique antes a programação de eventos e o horário de visitação.
- A Catedral merece uma visita completa para a arquitetura externa e interna. Os Evangelistas, os vitrais, os anjos. É uma visão belíssima e aconchegante. Se for possível, programe ver uma missa na Catedral, principalmente no fim da tarde. Ao sair, mostre as flores secas do cerrado, nosso símbolo de beleza rústica.
- O Foyer do Teatro Nacional é aberto ao publico. Além da arquitetura extravagante, o paisagismo foi de Burle Marx com a composição da aridez no lado externo e paisagismo tropical na parte interna.
- O Hotel Nacional é uma possibilidade para o final do dia porque tem o famoso chá das 5 e também uma Galeria da Fama com todas as personalidades que estiveram hospedadas lá.

Rota 2 – Lago Sul e arredores
- Na Ponte JK recomendo uma parada para fotos e, se for no final do dia ou à noite, tem muitos restaurantes próximos com vista privilegiada.
- Santuário Dom Bosco (cujo local é por causa do padre João Belchior Bosco, que em 1883 sonhou com o surgimento de Brasília entre os paralelos 15º e 20º. Está localizado exatamente sobre o paralelo 15º) e o Jardim Botânico são sedutores e apaixonantes. Dependendo da hora, leve um lanchinho e uma garrafa de vinho e faça um picnic!
- Seguindo para Pontão é interessante o passeio no final do dia ou à noite. Não é muito meu estilo, mas para quem vem de fora, pode ser encantador. Prefiro quando tem alguma das feiras tradicionais de Brasília, como a BSB MIX que fica mais interessante. As opções de gastronomia podem ser uma boa escolha.
- Aproveite e vá ao Lago Sul em direção ao Gilberto Salomão, que já foi o centro comercial mais chique de Brasilia. Ainda mantém um ar vintage, com suas lojas e restaurantes.

Rota 3 – Ponto Central
- Sugiro o Parque da Cidade para uma caminhada se o visitante for adepto de atividades físicas. Caso contrário, faça de carro.
- A Torre de TV tem que ter tempo! A subida ao mirante é imperdível e não deixe de conhecer o museu das Gemas. Na Torre, a dica é passar uma manhã entre o artesanato, as barracas de comidinhas típicas, sentar no gramado em frente à Praça das Fontes, ver as pipas e conversar, tudo sem pressa.
- Suba o Eixo Monumental e vá na Igreja Rainha da Paz. Se for no final da tarde, o sol poente entra pelos pequenos vitrais com uma visão inesquecível. Também gosto de mostrar a vista do Memorial JK e se tiver tempo, visitar o museu.
- À noite sugiro uma parada na Fonte para ver o show de luzes, antes de jantar.
- Ali perto, no Setor Sudoeste, muitos bares e restaurantes interessantes e modernos, com custos acessíveis.

Rota 4 – Região Norte
- O Parque Olhos D’água, no final da Asa Norte é uma excelente opção para mostrar a vegetação do cerrado (lá tem a maior concentração de ipês e de árvores que estão sendo cultivadas em recuperação ao cerrado). Se seu visitante for adepto, programe uma caminhada ou corrida para começar o dia.
- Seguindo pela BR 020, vá à Torre Digital, que é o ultimo monumento de Niemeyer e recentemente inaugurado. Para complementar esse passeio, faça uma parada no Santuário de Maria Mãe 3 Vezes Admirável e você mostrará um ponto peculiar e diferente.
- Programe uma manhã ou tarde para ir ao Vale do Amanhecer e conhecer a mística e sincretismo religioso.
- Se der tempo, inclua a visita a Planaltina, especificamente no Morro da Capelinha onde existe uma cidade criada para a encenação da Paixão de Cristo.

Rota 5 – Rota Asa Sul
- Tenho paixão pela 308 sul, a rua da Igrejinha (Nossa Senhora de Fátima) que é tombada como patrimônio e é uma quadra modelo com todo planejamento e execução de Niemeyer/Lucio Costa, jardins de Burle Marx e ainda os azulejos de Athos Bulcão na Igrejinha. Explore essa paisagem conjugada como um centro dos maiores gênios idealizadores de nossa cidade. Se for antes do almoço, excelentes opções no local. E ainda tem uma sorveteria ótima para um descanso.
- Siga para a 509 sul e visite Mercado Municipal de Brasilia, réplica do Mercadão de SP, que, apesar da singeleza, tem uma variedade de coisinhas para “cozinhar”, boas compras e os excelentes sanduiche de mortadela e bolinho de bacalhau.
- No final da Asa Sul, vá a LBV que é um centro místico da história de Brasilia. A entrada franca (exceto na sala egípcia) e pode ser uma opção para um descanso depois de tanto caminhar.

Rota 6 – Lugares distantes e especiais 
- Feira do Guará: Peculiar! Tem de tudo e encanta a todos. Muito popular e deve ser visitado pela manhã. Ótimo para apreciadores de comidas típicas e compras de produtos populares, especiarias e roupas.
- Catetinho: 1ª. residência oficial de JK, foi projetado por Niemeyer num prédio de madeira. A localização era proposital para que o Presidente não se distanciasse dos trabalhadores. Em cada cômodo, uma viagem no tempo! Fica seguindo a BR 040, próximo ao Gama.
- Pirenópolis : o passeio pode ser feito num dia ou para um fim de semana. A cidade é um convite à gastronomia, história e compras e ainda tem as cachoeiras que revigoram a alma.
- Chapada dos Veadeiros :com a beleza exótica e mística e que merece um fim de semana completo.

Gastronomia: Brasília tem muitas opções. O que faço é programar as paradas de acordo com as visitas/tour do dia. Se seu convidado for diurno, vale a pena programar café da manhã em lugares bem interessantes, antes de começar o tour. Caso contrário, recomendo almoços leves para que o tour não seja comprometido e jantares temáticos, aproveitando as opções de restaurantes da cidade que não deixam nada a desejar. Sempre pesquiso antes para não ter problemas!!!!

Compras: todo turista quer comprar algo. Recomendo a Torre de TV, A Galeria Athos Bulcão,  as Camisas do Verdurão no CONIC que tem um humor interessante, as Flores secas na Catedral e para os interessados, a Feira do Paraguai.

Então é isso. Sem nenhuma pretensão, trouxe opções variadas para apresentar uma Brasília diferente ao turista. Aproveitando a safra de feriados de 2012....espero que possa ser útil!!!

Andrea Pires

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