Chegamos...os olhos brilhavam...o coração pulava....a cidade fervia e numa primeira volta decidi que faria outras viagens até Marrakech para o resto da vida. Me identifiquei e me apaixonei. O Hotel que fiquei foi o Marrakech Atlas Asni, uma atração especial que, além de belíssimo, possui um Hamman ousado e imperdível. Como nos tempos antigos, uma pessoa literalmente “te banha”, com direito a uma esfoliação total e os cabelos lavados delicadamente...e depois...uma massagem para finalizar o Hamman....quando terminei, não conseguia achar o elevador para o quarto, tamanho era meu transe!
Realmente uma passagem adorável... Sofreu com o terremoto de Lisboa 1755. A cidade tem 9 portas (chamadas em árabe de babs) que dão acesso à velha cidade. A maior e mais bela do Norte da África é a Bab El Mansour, construída em 1732 pelo Sultão Moulay Ismail fundador da dinastia alauíta, descendente de Maomé. Seguimos para o Mausoleu de Moulay Ismail que mais parece um palácio colorido e com uma riqueza dignas de sua dinastia. A morte, em todos os mausoléus que visitei, é retratada com luxo e poder, como se esses reis/sultões fossem enviados e mensageiros diretos de Deus.
Fez está dividida - Fes el-Bali - a parte mais antiga e a mais visitada por turistas e Fes el-Jdid – a parte "nova" do século XIII, onde fiquei hospedada.
E já com saudade de tudo isso, fechamos a noite com um agradável e emocionante jantar árabe entre amigos e nos despedimos do Marrocos.
o Shahaada : só existe um único Deus e Maomé é um mensageiro.
o Salaat : 05 preces diárias
o Soum : Jejum durante o Ramadã
o Zakaat : das esmolas ao pobre
o Haj : peregrinação à Meca