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03 julho, 2013

quarta-feira, julho 03, 2013

PARIS e GRANADA – Meu plano de voo!

Foram 5 meses planejando esse roteiro. E como bem escrevi aqui, algumas etapas de planejamento são essenciais para a realização de qualquer desejo em realidade. Por isso, compartilho em 1ª. mão esse plano de voo com as dicas do que deu certo e o que não deu tanto certo no planejamento....e gente..... essa viagem começou em março...
ROTEIRO
Estive em Paris uma única vez por 3 dias e dizer que a conheço seria injusto. Este ano  me programei para viajar no verão europeu (surto total, pois é altíssima temporada!!!) e a ideia era conciliar os cursos de verão de flamenco em Granada na Espanha com um roteiro turístico. E como me incomodava muito não conhecer Paris como ela merece, decidi programar de Paris para Granada! Além disso, mais 2 amigas se juntaram parcialmente nessa aventura, sendo que cada uma com seu sonho pessoal. A Ana Sofia irá me mostrar uma Paris de quem morou lá (invejaaaaa!!!) e depois seguimos para Granada para as aulas de flamenco. A Giovana fez um roteiro bem Espanha para desfrutar com sua filha (Marina). Estaremos todas juntas em Granada numa determinada semana.  como disse, comecei a trabalhar no planejamento dessa viagem em março/13 e a 1ª. decisão foi fechar o período, conciliando-o com a programação de cursos de Granada (o que fez que o roteiro fosse definido de trás para frente, levando em consideração as datas dos cursos de flamenco). A ideia era fazer a 1ª. parte de turismo e a 2ª. parte de curso na escola CarmenCuevas   (que eu já sabia que seria a parte mais cansativa). Outra decisão importante era começar na cidade mais cara (onde ficaria menos tempo) e depois seguir para a mais barata (onde ficaria mais tempo).
ORÇAMENTO X CUSTOS
A 2ª. etapa foi preparar um orçamento prévio com pesquisas gerais para saber se eu conseguiria compor os custos no meu orçamento. Eu já sabia que havia um item desfavorável e que eu não tinha controle: o período de altíssima temporada, tornando os preços surreais. Por conta disso, tive que começar a comprar em março, sem recursos para pagamentos à vista, mas com opções de pagamentos no cartão sem juros. Pedi ajuda para minha super, hiper power agente de viagem – Dayse – para a compra das passagens. Ela foi perfeita: buscou, pesquisou e orientou a melhor data de aquisição. Resultado: economia de cerca de 20% sobre o orçamento prévio (isso sem considerar a alta do dólar de agora!!!). Eu usei esse modelo de planilha para compor os custos:
Passagens compradas, o passo seguinte: fazer a inscrição nos cursos e buscar hotéis em Granada. Olha que coisa interessante: fomos buscar no booking hotéis em Granada (considerando que conheço bem o local e que poderia conseguir preços bons), mas as opções ideais teríamos que pagá-las à vista (com 5 meses antes da viagem!!!!) e sem chance de cancelamento. Isso seria impossível porque não tinha o recurso disponível e não queria correr o risco de ter que cancelar e não ter meu dinheiro de volta.  Alternativa: busquei novamente a Dayse e pedi cotação via agência. O valor ficou entre 10% a 15% mais caro, mas eu poderia dividir no cartão de crédito em 5 x sem juros e com opção de multa para cancelamento. Mesmo assim, ainda ficou 15% mais barato que minha previsão inicial. O hotel Maciá Plaza Granada tem uma localização perfeita e fica na Plaza Nueva (point noturno!). Ainda faltava a hospedagem de Paris. Foi então que a minha amiga de viagem Ana Sofia lançou mão do bom e grande recurso do clube Bancoorbrás  que oferece hotéis ótimos e bem localizados. Vamos ficar no Hotel France Eiffel e  localização também é perfeita. Pronto. Só faltava o transporte de Paris para Espanha para finalizar a parte de custos. Desde o início queria muito ir de trem de Paris para Espanha, mesmo pagando um pouco mais. O problema que tivemos foi que as passagens só são vendidas com 1 mês de antecedência da viagem e o dólar começou a subir. Pânico total. Ou comprava logo pagando mais caro ou deixaria para comprar lá e correr o risco de não ter passagem, considerando que estaremos na alta temporada, que a oferta de trem para Espanha é restrita e que ainda teremos que conciliar com o horário de trem de Madrid para Granada...enfim....esse item ficou bem acima do orçamento, porque o dólar não ajudou muito.
Por fim, uma dica bem legal: aproveitei que fiz compras no cartão de crédito descobri que a bandeira (VISA ou MASTER) oferece o certificado do seguro Schengen (obrigatório para viagens na Europa). Aproveitei e fiz o meu! Perfeito e menos um custo.
Ufa....fechamos o planejamento financeiro no início de junho!  Agora estou preparando a programação da logística com as minhas listas:
Check list com “coisas a serem feitas” até a data de embarque
Lista de compras (farmácias/roupas)
Lista da mala
Molesquine : tenho um “catatau” de dicas de Paris que pedi para alguns amigos que estiveram lá mais de uma vez e também estou pesquisando alguns blogs de viagens. O Conexão Paris é completo mesmo! Estou consolidando essas dicas e tentando montar uma lista bem especial. Como vou ficar pouco tempo na cidade (5 dias), preciso aproveitar o máximo de tempo.
 
Bom, é isso. A gente fala de programar e planejar e a gente tenta mostrar como faz!!! Claro que tem gente que torce o nariz para tanto planejamento e listas...muitos já me falaram que preferem a descoberta do momento da chegada e acham que programar pode ser chato. Eu concordo parcialmente: nada pode ser tão “programado” e eu uso esse recurso como um norte e não como uma barreira. Eu gosto de surpresas, eu gosto do improviso, eu gosto de me perder nas ruas e de me perder...Para mim, a programação é um preparo para qualquer mudança no roteiro, seja ele na vida ou numa viagem! é isso .... foram quase 6 meses planejando e a ansiedade de desfrutar esse roteiro está grande.
Au revoir y hasta la vista!!!!!
 
 PARIS e GRANADA – Plano de voo da Ana Sofia
Acho que nasci com aquele espírito dos desbravadores do século XVI, pois amo me lançar pelo mundo, conhecer novos destinos em qualquer parte do planeta. Viajar é uma experiência fantástica que quando conta com o tempero da curiosidade torna-se mais encantadora ainda. A viagem para mim inicia-se na escolha do destino e todo o planejamento para torná-la realidade.  A escolha deve levar em conta o numero de dias que disponho e os ajustes necessários para entrar no meu orçamento no que tange a passagens, hotel e deslocamentos e alimentação.
Escolho sempre um hotel próximo a uma estação de metro, consulto alguns sites para ver se tem uma boa avaliação de quem se hospedou.  Após a escolha do hotel e a compra das passagens, inicio a melhor parte, ou seja, a escolha dos espetáculos que quero assistir, musical, ballet, show de música; a escolha de restaurantes e bares da moda. Tento fugir sempre dos lugares turísticos, minha preferência é conhecer os lugares onde os habitantes da cidade, ou país, escolhido preferem, assim dá para sentir o ambiente local.  Planejo ainda o que vou fazer em cada dia, mas não significa que vou cumprir, afinal sou uma mulher curiosa que gosta de flanar pela cidade, sem pressa. E se uma rua me chama atenção mudo rapidamente o rumo e, felizmente, sempre tenho ótimas surpresas e acabo conhecendo um café simpático, uma loja bonita, uma praça aconchegante.
Neste verão, viajarei com a minha amiga Andrea para Paris e Granada, serão 20 dias de viagem. Paris já morei e, sempre que posso, volto. Tenho uma paixão inexplicável por esta cidade. Como é a segunda vez que a Andrea viajará à Paris, o roteiro pensado é em alguns pontos tradicionais combinados com outros que permitam também passear pela cidade de uma forma diferente, visitando nos principais bairros lojas, cafés, monumentos, museus...e assim perceber  suas peculiaridades. Viajaremos de Paris à Granada de TGV, trem de grande velocidade, uma noite de viagem.
Em Granada a programação é curso de flamenco. Nos momentos de folga a ideia é explorar Granada e arredores. Ainda no mês de julho será realizado um festival de flamenco e a cidade respira esta arte patrimônio da humanidade e felizmente estaremos lá para apreciarmos os melhores bailaores da atualidade.
 

21 dezembro, 2012

sexta-feira, dezembro 21, 2012

MADRID - A cidade que nunca dorme!

 Estive em Madrid 04 vezes. Impossível fazer um roteiro completo para quem vai a 1ª.  2ª.  ou 3ª. vez.....o tempo será sempre pouco. De Madrid é possível sair de trem e explorar a Espanha e outros locais da Europa. Madrid tem uma energia que consome : é uma cidade “ligada” em 300volts...ferve...chamada de “la Movida”, reúne pessoas de todos os gostos: boêmios, intelectuais, urbanos, consumistas, jovens, maduros e, claro, flamenco com sofisticação. A cidade é um exagero e uma das mais agitadas capitais da Europa, vibrante, dinâmica, moderna sem deixar de preservar seu patrimônio histórico e cultural. Foi fundada pelos árabes como uma fortaleza e em 1561 foi transformada em capital da corte por Felipe II.
Aproveitando minhas boas recordações, fiz um roteiro simples para quem está “debutando” na cidade. Essa sugestão pode ser entre 4 a 7  dias de permanência na cidade. Claro que não estou mostrando nem 1/3 do que Madrid oferece, mas por ser uma cidade intensa, é melhor conhecê-la com algum planejamento. Tudo pode ser feito de metrô ou a pé. Depende de sua disposição e do roteiro do dia. O estilo de vida conhecido como “La Movida”, apareceu a partir de um “movimento etílico-cultural”, ou seja, os madrilenos propagaram a noite de Madrid para o mundo como a mais animada e boemia da Europa. Tive a chance de vivenciar isso....perambular pelas ruas entre “tapas e tragos”, a terminar a noite com chocolate e churros.  Na maioria das vezes estive sozinha, por isso optei em hospedar-me em locais bem centrais que me permitiam caminhar pela cidade e acessar tudo com muita segurança. Recomendo o Hotel Carlos V pertinho da Puerta de Sol. Para quem quer fazer compras também é uma excelente opção porque permite “ir e vir” várias vezes ao dia e não ficar carregando o peso das compras.
Vamos às sugestões bem básicas....
Dedique uma manhã para o “Prado”. Ou seja, não tem como ir à Madrid e não conhecer ou revisitá-lo. Um banho de arte e história. O Museu do Prado  tem maravilhas como "As Meninas" de Velásquez, El Greco, Goya , etc....Dedique uma manhã inteira porque é encantador...Uma aula de história que nunca veremos no Brasil, dada a concentração de obras de arte num mesmo ambiente. É uma das maiores pinacotecas do mundo, com mais de 9.000 obras. Aproveite também para caminhar no Paseo Del Prado, ao lado do Museu e Jardim Botânico. Caminhar pelas sombras das árvores muito antigas e apreciar os jardins...é a cara de Madrid e de uma sofisticação simples e marcante. Perto daqui encontra-se, a Fonte de Cibeles, toda em mármore, que representa a deusa Cibele (símbolo da Terra, agricultura e fecundidade). É aqui que a torcida do Real Madrid comemora suas vitórias.  Reserve uma manhã também para conhecer o Museu Reina Sofia. Especial porque abriga muita coisa da arte espanhola do século XX e arte contemporânea. Ter a chance de “ver” e ficar “chocado” com a Guernica, de Picasso, além de viajar no mundo de Salvador Dali  e Miró . São experiências que mexem com a cabeça mesmo. Um contraponto ao Museu do Prado.
Aproveite uma manhã (ou tarde) também para conhecer o Parque de  el  Retiro, onde os madrilenhos vão nos fins de semana para passear. Tem sempre alguma coisa acontecendo. Não deixe de visitar o Palácio de Cristal que fica no parque, todo em vidro, cercado por um lago, construído em 1887. Para o Palácio Real e adjacências, recomendo um dia inteiro porque vale a pena e cansa muiiittttoooo. O Palácio Real  foi uma fortaleza no século IX no reino muçulmano, depois um Alcázar (destruído num incêndio por volta de 1700) e finalmente conhecido por ser a residência oficial do Rei de Espanha (mas o rei Juan Carlos não vive lá!), tem museu com obras de Caravaggio (Salomé com a cabeça de João Batista), Velázquez e Goya. Caminhe pelas cercanias e encontre ali pertinho o Campo do Mouro e a Praça do Oriente onde ficam as esculturas dos reis espanhóis. Contornando, descubra a Catedral de Almudena, foi construída onde era uma antiga muralha árabe e onde fica o túmulo de San Isidro, padroeiro de Madrid e a imagem da N. Sra. de la Almudena em madeira prata. Em frente ao Palácio Real, fica o Teatro Real que merece a visita guiada. E depois de tanto andar...perto do Teatro, tem que parar para experimentar tapas no 100  Montaditos. São 100 tipos de tapas que podem acompanhar cerveja e vinho (no verão eu peço tinto de verano, um tipo de sangria que acompanha bem todas as tapas...e no inverno, um Rioja...). 



Pausa para as compras, porque ninguém é de ferro né?
Um “aparte” importante sobre compras na Espanha: claro que não é mais barato que nos EUA. E ainda os preços estão em EUROS. Mas, se você não tem previsão de ir às compras nos EUA, vai encontrar produtos muito mais em conta que os preços praticados no Brasil. O que eu recomendo, nesse caso é descobrir as lojas da “terrinha” e deixar as marcas americanas de lado. Algumas lojas são populares lá e de grande referência aqui. Eis as minhas preferidas:Bershka , do grupo Zara e preços bem em conta. Roupas transadas e modernas. Lefties, a ponta-de-estoque da Zara, que é a maior bagunça e cheia de pechinchas preciosas. Zara ...e Mango....precisa falar? H&M , tem várias em Madrid e de uma elegância europeia a preços fabulosos. El Corte Inglês, a mais tradicional loja de departamentos da Espanha. Tem de tudo. Tem ainda o desconto para turista. A dica é procurar setor de informações para preencher o cartão de desconto, além do TAXFREE. Vale a pena garimpar aqui.  Sephora .. ..a mais tradicional loja de produtos de maquiagens.
Bom, outra coisa que tenho por costume é comprar as revistas de moda na Espanha que trazem as principais tendências que somente chegarão aqui no Brasil quase 1 ano depois. Nas farmácias, compro indiscriminadamente água termal D’Avene...meu vício. Ok, então...depois desses pequenos segredos compartilhados, vamos às compras. Reserve um ou 2 dias para as compras (que podem ser poucos viu?) e não os misture com passeios culturais, pois um deles pode ficar comprometido. A Puerta  del  Sol é a central de Madri e point agitadíssimo.  É fácil localizá-la, pois lá se encontra o símbolo da cidade (a estátua de bronze do Urso) e no meio da praça, estátua de D. Carlos III. Também fica aqui pertinho o Hotel Carlos V. Tudo que for preciso ou desejado de comprar, tem aqui, ao redor da praça e nas ruas que dão acesso a ela. É aqui que ficam as melhores lojas das marcas espanholas. Depois que você enlouqueceu nas lojas, recomendo parar na Casa Labra e conheça o mais barato e mais gostoso bolinho de bacalhau do mundo...coisa de doido....ou então caminhe até chegar à Plaza Sant’anna para comer e descansar num dos cafés elegantes e animados. A Gran Via  também é uma grata opção, pois tem um comércio fabuloso. Começa na Calle de Alcalá e termina na Plaza de España. Pela Gran Via a gente sente a intensidade de Madrid, pois além do comércio, é aqui que ficam os cinemas e teatros.  Um pedacinho da Broadway. E na Plaza de España, onde fica a famosa estátua de homenagem ao escritor espanhol Cervantes, tem uma feira de artesanato no final da tarde. Sugiro que, depois de caminhar pela Gran Via e fazer comprar, reserve o final da tarde para conhecer a Plaza de España e depois vá ao show de flamenco mais tradicional da cidade (na minha opinião, claro!)...tem que ligar para marca, pois o local é pequeno e vive lotado..Las Tablas...  ao lado da Plaza de España.
 
Para as noites...prepare-se para um tour de tapas...coisa de Madrid..coisa de Madrileño...
Sabe esse costume de brasileiro de ir a um bar, sentar e esperar ser atendido pelo garçom? E ficar a noite inteira sentado num mesmo local? Esqueça!!!! Na Espanha as pessoas ficam de bar em bar....não sentam....ficam em pé, bebem, beliscam conversam e seguem para o próximo bar....Comece na Plaza  Mayor, um local de bares e lojas de artesanatos, mas que já foi o centro dos acontecimentos, desde canonizações a execuções públicas e  corridas de touros. Esta praça sobreviveu a três incêndios, é linda, toda fechada, ponto de encontro, e um lugar que dá acesso a várias ruelas onde descobrimos cada lugarzinho...aqui tem restaurantes e até dá para sentar e ficar um tempinho, antes de começar a peregrinação da noite....É aqui que ficam as lojas de artesanatos tradicionais da Espanha. Siga o fluxo e encontre o Mercado de San Miguel. Certamente estará lotado, mas é assim mesmo. Fique um tempinho bebericando cavas, manzanillas, sangria, cerveja.... e experimente tapas de frutos do mar. Bem animado é lindo e o máximo para sentir como vivem bem os madrileños!!.  Hora de caminhar....siga o fluxo e conheça o Bairro La Latina...para todos os lados, bares, bares e mais bares...lotados...continue e siga em direção da Puerta Del Sol...perca-se em Madrid...mas tenha em mãos um bom mapa para saber por onde você está se perdendo..chegue até a Praça Sant’anna e aproveite para sentar um pouco de beber mais alguma coisa..... E para finalizar a noite....Chocolateria San Gines   , fundada em 1890. O local parece sair de um filme antigo da época romântica....e geralmente está lotado de madrugada porque comer churros de madrugada é uma mania madrilenha.

Mais algumas idéias....
Em Madrid tem muitas opções de flamenco. Além de ver grandes apresentações, da ultima vez, aproveitei para fazer aulas particulares com o grande maestro e bailaor Joaquin Ruiz. Ele foi de uma simpatia única, pois além das aulas...conhecer a noite de Madrid com um nativo...é outra história. Incluir as aulas com o turismo é muito proveitoso, principalmente para quem viaja sozinho.  
Outra coisa bem interessante : conhecer a cidade de Toledo! Que no passado foi próspera e sob o reinado árabe (século VIII). Era conhecida, pela tolerância religiosa e tinha grandes comunidades judaicas e muçulmanas. No século IX foi conquistada por Afonso VI. A cidade ficou conhecida pela produção de espadas, facas e ainda hoje pode-se adquirir esse tipo de artesanato nas lojas locais. A cidade foi local de residência de El Greco no final de sua vida. É um passeio diferente e que remete a história que tanto falei nos posts de Andaluzia. É possível ir de ônibus de Madrid até Toledo, uma viagem que dura cerca de 75 minutos. É barato e seguro!


É isso, uma amostra do que fazer em Madrid em poucos dias!
Amigos, este post encerra o ano de 2012 como um presente de Natal para mim mesma!!!!. Como estive lá mais de uma vez, tive a chance de relembrar cada passagem e me encher de gratidão por todas as vezes que decidi sair do meu mundo e voar bem alto.....A cidade de Madrid instiga a ser um anônimo na multidão e instiga a pensar em “chutar o balde” e deixar-se levar pela “La Movida”....e esse sentimento é muito bom quando um ciclo se fecha (final de ano) e a gente começa a pensar em “possibilidades” surreais.....huummmm...vou para por aqui...porque isso tá com cara de previsão astrológica ou surto sabático!

05 setembro, 2012

quarta-feira, setembro 05, 2012

ARAXÁ.... para pequenos deleites!

Sem nenhuma ambição de planejamento para o roteiro, me permiti essa pequena “fuga” do dia-a-dia e fui surpreendida pela riqueza cultural e prazer.  Uma imersão num pedaço da história do Brasil, desfrutando de regalias e deleites a preços justos.
Em Araxá-MG, o Tauá Grande Hotel oferece um serviço ímpar em simpatia, qualidade, criatividade, gastronomia e localização. Uma atração peculiar com muito bom gosto que incita do mais puro ócio aos melhores cuidados com a beleza e saúde. A TAM  tem voos para Araxá, mas eu fiz esse percurso de carro, saindo de Brasília. Araxá fica a uns 400 km de Belo Horizonte. Sugiro aproveitar feriados prolongados ou ter mais do que um fim de semana e como ótima escolha, recomendo  3 dias de permanência. O Tauá Grande Hotel é um resort muito famoso pelas Termas de Araxá e, por isso, tem preços de resort. Percebi que por não ser praia, o preço reflete exatamente a estrutura e a qualidade de serviços que oferecem. Uma observação especial sobre as acomodações, dignas da família real, com mobiliários e arquiteturas antigos, porém de uma conservação e luxo impressionantes. Senti-me hospedada num castelo.

Um pouco da história....D. Beija, a maior cortesã que o Brasil conheceu....
D.Beija é uma lenda contada por muitos e de muitas formas. Viveu no século XVIII. Foi interpretada e imortalizada pela magnífica Maitê Proença numa telenovela, projetando para o Brasil sua história.
Considerada a alegria dos homens e o pavor das mulheres...foi a maior cortesã que o Brasil conheceu. Beija foi raptada pelo ouvidor do rei, desgraçando sua vida e seu grande amor que ficou em Araxá. Por dois anos viveu como amante do Ouvidor, quando se transforma numa cortesã em sinal de vingança. O “tal” a abandona quando se transfere para a Corte em Portugal e Beija, já como cortesã conhecida, decide voltar para seu amor em Araxá. Como o tempo é cruel, seu amor estava casado. Ela então promete não amar a nenhum outro homem e funda a Chácara do Jatobá, um bordel que além de ter se transformado em mito, escandalizou as famílias mais conservadoras de Araxá. Sua fama varreu o Brasil, e muitos homens vinham de longe para se deitar com Beija e descobrirem seus encantos e beleza. Sem conseguir esquecer o amado, manda matá-lo, mas foi absolvida de seu julgamento, graças aos amigos. Desiludida, deixa Araxá, se mudando para Bagagem (hoje Estrela do Sul) onde chegou a tocar garimpo e ganhou muito dinheiro com os diamantes.
 


A viagem tornou-se especial já no início, imaginando a vida dessa mulher marcante que é um pedaço da nossa história no Brasil. Observando a estrada, as paisagens são diferentes para quem vive na cidade e as paradas engraçadas retratando bem o interior do país e a simplicidade do homem do campo. Aproveitei para experimentar e relembrar as comidinhas de estrada, ouvir as conversas no balcão das lanchonetes e observar os costumes...e assim a viagem foi ficando colorida....fui transformando uma pequena viagem, numa grande experiência....
Chegando no Hotel, a vista não alcança a grandiosidade dessa arquitetura inspirada nas antigas construções coloniais dos países espanhóis...a recepção lindamente ornamentada, mostra a imponência da história. É de uma delicadeza e aconchego, tal qual o atendimento das pessoas que recebem cada visitante num tom “familiar”.
Os salões, lustres de cristais, vitrais maravilhosos e as janelas com vistas para os jardins são um espetáculo à parte. As terraças merecem ser visitadas à noite por oferecerem uma visão “hollywoodiana” da paisagem noturna iluminada. Muita coisa perdida nessa região e muitos “causos” deveriam ser histórias e não lendas.
O Grande Hotel foi inaugurado em 1944 por Getulio Vargas, tem os jardins de Burle Marx, os mais lindos que já vi. Todos os presidentes estiveram lá por algum motivo e muitas destas salas presenciaram importantes decisões políticas.  Oferece uma gama de restaurantes com uma culinária local (de minassssss) bem peculiar, “vintage” e até meio “démodé”, mas que dão um ar elegante ao local. Me encantei pelo piano bar que funciona à noite com uma decoração meio anos 50 e um teatro com atrações especiais. E para desfrutar da noite e entrar no clima que o ambiente oferece, um drink “D.Beija” pode ser servido na varanda fora dos restaurantes. Além de café da manhã, almoço e jantar...o hotel oferece o chá das 5, delicadeza que tem seu valor.  A paisagem é de uma beleza indescritível, construída por Burle Marx. Podemos desfrutá-la com uma corrida ou caminhada, bem como em passeios pelo jardim para  fotos ...e fiz isso com minha mãe...uma flor, no meio de tantas...e que pela moldura da paisagem, não dava para ficar sem fazer uma pose. 


Além disso, o Hotel oferece trilhas, caiaque, arco e flecha, quadra, tênis, cavalos, charretes...passeios históricos na redondeza, cuja atração é a fonte D.Beija, chamada antigamente de Fonte da Jumenta. E na frente do hotel, uma Igreja perfeita para um momento de reflexão. Vale muito programar visita ao Museu de D.Beija e conhecer um pouco os costumes do Brasil Colonial e sua história. O museu fica num sobrado onde viveu a cortesã, na Praça Matriz. Foi criado por Assis Chateaubriand, quando se encantou com sua história. Como são poucos documentos que comprovam sua existência, esse museu mostra fotos de seus filhos, alguns objetos pessoais e documentos de propriedades. Beija nunca deixou retratar-se e a beleza ainda hoje penetra no imaginário masculino....
 

Termas e Massagens .....todas merecemos um dia de Beija.....
As termas são o ponto alto. Famosas pelos banhos terapêuticos e embelezadores.
Conta a lenda sobre a “Fonte da Jumenta”, cuja água concedia juventude, saúde e beleza era o local que D.Beija banhava-se todos os dias. Aproveitando a mágica do local, fiz um programa completo com banhos e massagens.  O Hotel é ligado por um túnel direto às termas, cuja história é muito bem contada pelo guia, em tour para grupos de turistas. Esse local foi utilizado como “hospital” para tratamentos medicinais. Hoje, é um SPA indicado para aliviar o stress do dia-a-dia com banhos terapêuticos e massagens. Dizem que os banhos de lama curam artrite, problemas de pele e inflamações.
No hall de entrada das termas, um local para descanso. No alto, um painel retratando todos os banhos da história do mundo contornando-o e no teto, o vitral perfeito. Descansado nas “chaises” pessoas esquecem o tempo ali, entre uma massagem e outra. Os banhos de lama negra (terapêuticos) são feitos em locais onde foram leitos de tratamento, em banheiras antigas, cujo cenário seria amedrontador se não fosse a delicadeza das atendentes e a decoração do local, com uma musica bem suave.
A massagem foi um capítulo à parte. Optei em fazer com um deficiente visual como uma nova experiência. O toque desse massagista foi diferente de outros, pois ele precisava conhecer, pelo tato, a estrutura do meu corpo. Qual foi minha surpresa quando ele, rapidamente e sutilmente, identificou os pontos de dores e tensões.  Eu, já entregue ao relaxamento, eis que ele me pergunta de sobressalto se meus olhos eram verdes...no susto de ser surpreendida...retruquei... “ué! por que?” E ele me diz com muita certeza que nem tive coragem de contestar, “pelo contorno de seu rosto e a forma dos cabelos, seus olhos devem ser esverdeados...” e me lembrei da tão conhecida frase atribuída a Antoine de Saint-Exupéry ...Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos....e aquele deficiente (?) me pareceu enxergar com o coração sem saber o que era belo ou não, sem receio de expor sua sensibilidade e convicção! Quantas pessoas dotadas de olhos sadios não conseguem ver uma pequena beleza ou qualidade no “outro”? e a partir daquele dia, meus olhos ficaram verdes, para mim e para ele.

23 agosto, 2012

quinta-feira, agosto 23, 2012

MARROCOS PARTE I – Sozinha e muito bem acompanhada....

O roteiro, programado pela Dayse - minha agente de viagem (New Age), foi uma descoberta sob medida...um tour para o Marrocos saindo de Málaga, cruzando o Gibraltar de Ferry Boat, como descrevi no post de Málaga.
O percurso era nas principais cidades para um período de 8 dias:TANGER/RABAT/ CASABLANCA/MARRAKECH/MEKNES/FEZ.
Eu estava sozinha e a Dayse me recomendou um grupo fechado. O local, além de ser uma monarquia com regras bem rígidas, é um país islâmico e muito diferente para nós ocidentais. Além disso, com grupo fechado eu desfrutei dos passeios com guia em espanhol, uma riqueza de detalhes impressionante e gratificante, além de ter feito mais 13 amigos espalhados pelo mundo. Fui sozinha, mas não tive um dia de solidão.
 
A ansiedade....o medo....e a expectativa
“Eram 06 da manhã, e o dia nem tinha nascido...dentro do micro-ônibus que nos levaria ao porto, o sol chegava e eu pensava como seria passar para o lado de lá...o lado que sempre falamos e nunca vimos...o lado que sempre aparece na História do mundo....o lado sofrido...o lado explorado...o lado que acolheu culturas e o lado que preservou a fé na época das perseguições religiosas...o lado que escolheu, o lado que foi excluído, o lado que choca e que dá medo...”
E não parava de pensar...como seria estar do lado de lá? Foi assim que segui para o Marrocos...   
 
Chegamos em Algeciras, Porto de Tarifa, para embarque no Ferry Boat e travessia do Gilbraltar.  Essa travessia é tensa e confusa. O guia nos acompanha até a porta do embarque com os tíquetes. Depois só teremos outro guia “após” o desembarque. Ou seja, todo o tramite de descer com a bagagem, guardá-la, liberação do passaporte para entrada no país, enfim....tudo é feito dentro do barco e com um atendimento lamentável. A bagagem é acondicionada no térreo da embarcação, sem nenhuma identificação, junto com as cargas e os carros. Apesar disso, tudo me pareceu bem seguro. A abordagem dos carregadores de bagagem para facilitar o acesso e a saída do porto é um incomodo necessário. E os "pedintes de dinheiro" é uma constante. Sobrevivemos à travessia e os 13 companheiros de viagem estavam muito assustados com essa 1ª. experiência. Mas essa era a “deixa” que precisávamos para entender uma cultura tão distinta e autêntica.
Gibraltar, território britânico, cujo nome (árabe) significa "montanha do Tarique", foi em homenagem ao general muçulmano Tariq ibn Ziyad que no ano de 711 DC iniciou a conquista na região do reino visigótico. O Estreito de Gibraltar é uma separação entre o Mar Mediterrâneo e o Oceano Atlântico e entre dois continentes - Europa e África. É nesse estreito que a gente vê a história como ela é: Europa e África se misturam...vários povos se mesclaram.....uma infinidade de culturas convivem pacificamente (ou não!), um mesmo pedaço de terra é compartilhado desde muito tempo. Ao desembarcar, já do lado da África, a sensação era o peso da história, como se existissem vários povos vivendo num tempo quântico. Além do que visualizamos, tive a sensação de que outros mundos estão ali. O ar é denso, o espaço parece apertado e a visão não acompanha tanto movimento. Entrei na África com a certeza de estar pisando num solo “sagrado” e com a energia de gerações de povos milenares.


MARROCOS – Um pedaço da África, no berço das nações...
Todos os sentidos se intensificam no Marrocos: a visão com as cores fortes das vestimentas, o tato pela textura das construções árabes, o paladar pela gastronomia picante em contra ponto à leveza do “té de menta”, o olfato pelos cheiros de especiarias e temperos e a audição pela língua francesa e árabe, que parecem musica. Em 1900 foi protetorado francês (daí ter como língua oficial o francês, além do árabe) e em 1956 conquistou a independência. A monarquia começa em 1957, com Mohammed V, da dinastia alauíta, considerado descendente de Maomé. Foi sucedido por Mulay Hassan, seu filho, que se tornou um rei muito querido por ter liderado a Marcha Verde de reconquista do Saara dos Espanhóis em 1974. Hoje, o rei é o filho de Hassan, Mohammed VI que trouxe um ar mais moderno para a cidade e tem muito interesse em desenvolver o turismo e industria cinematográfica. Curiosidades sobre o mundo árabe islâmico:
  • Estão no ano 1.436 DC porque seguem o calendário da mudança de Maomé (622 DC) e também o calendário Lunar cuja medida são de 29 e 30 dias.
  • Apesar de ser maioria muçulmana, reconhecem o judaísmo e o cristianismo como religiões.
  • A gastronomia é forte e rica: tajines (cozidos), cuscuz, muitos frutos secos. O chá de menta é como se fosse “nosso cafezinho”. Nada de bebida alcoólica à vista!
  • As mulheres não frequentam cafés e bares (desacompanhadas principalmente) e recomendo não olhar diretamente nos olhos dos marroquinos....muito complicado... 
  • A Medina é parte mais antiga da cidade, cercada por muralhas. É onde tudo acontece. As Medinas têm os Souk’sque são mercados com lojas de rua, verdadeiros labirintos. Sempre existe uma Mesquita, um Hamman (para a pureza física, local de fazer abluções antes de orar), Medersas – escolas corânicas, padaria publica e fonte de água potável.

Uma descoberta à parte....Piratas e Corsários
As estórias de piratas sempre foram para mim, pura ficção. No Marrocos descobri que eles fazem parte de sua história real, existiram e com um propósito nobre (para a época, claro!). Desde o período da queda do império Romano eles atuavam no Mediterrâneo, porém, na época da expulsão dos muçulmanos e judeus pelos reis católicos, muitos migraram para essa região, vindos de Andaluzia. Alguns mais revoltados decidiram se vingar dos cristãos, tornando-se piratas e praticando saques e roubos a navios espanhóis e cristãos. A causa era a vingança pautada pelo conflito religioso em que atacavam embarcações cristãs. Por isso passaram a ser vistos como Corsários, agindo em prol de uma diferença religiosa.

Inshallah (se Deus quiser) seus olhos consigam aqui capturar uma pequena parte do MARROCOS que nos abraça com suas cores, seus souks, seus sons e sua história......




MARROCOS - TANGER...A cidade internacional...
Local de desembarque do Ferry Boat.  No passado foi de grande importância e com forte presença da história europeia, pois recebia com frequência povos da Europa que fugiam da Guerra. Uma cidade internacional cuja zona era neutra. Uma boa maneira de entender a cidade é o livro Entre Costuras da Maria Dueñas, cuja história é um romance com pano de fundo a Guerra Civil e que se passa em TANGER. 
Conheci, uma cidade estilosa, moderna e cheia de glamour, que serviu de fonte de inspiração para vários autores, principalmente na década de 50, como por exemplo, Paul Bowles autor do célebre livro "O Céu que nos protege"

MARROCOS – RABAT... A capital...
A capital é bem organizada. Essa foi a visão que tive. Ficamos no Rabat ChellahHotel
Iniciamos nossa visita pelo Palácio Real, construído em 1864 e é a residência oficial, embora o rei não resida permanentemente no local. Não se pode fotografar diretamente os guardas do rei, sob o risco de ter sua maquina confiscada. Todos os edifícios estão cobertos de telhas verdes, um material reservado para realeza e edifícios religiosos muçulmanos. Seguimos para a Torre Hassan, a mesquita construída por Yacoub El Mansour (sultão almóada que transferiu a capital para Rabat e era da dinastia saadiana). Ficou inacabada com a sua morte. A Mesquita “incompleta” é vista pelas colunas ao fundo da foto. O que deveria ser uma Mesquita, parece um jardim de grossas colunas. Neste local, Mohamed V construiu seu mausoléu e de seus filhos. Todos estão enterrados aqui.   
 
















A Fortaleza/Kasbash dos Oudaias, construída final sec. XII por Yacoub El Mansour tem característica de uma fortaleza (casbá) medieval e o ocre, o vermelho-terra predomina. As curvas dos portais e a textura mostram o contraste da delicadeza e rusticidade. Aqui parece que fui transportada para outro tempo. Kasbash dos Oudaias foi o local que marcou em RABAT a minha memória. 

 
 
 
 
 
 


MARROCOS – CASABLANCA... Play it, Sam...
“Um dos momentos mais emocionantes do filme acontece quando pede para ele tocar a música que ouviram juntos em Paris"
Construída pelos franceses, é uma cidade portuária, cujo nome é literalmente sobre a primeira casa construída, depois do terremoto de 1755, branca, para servir como ponto de referência aos viajantes que chegavam.

Ficou conhecida pelo filme CASABLANCA cenário do romance de Humphrey Bogart e Ingrid Bergman durante a Segunda Guerra Mundial. Qual foi minha decepção porque nenhuma cena do filme foi feita em CASABLANCA e a cidade que inspirou a temática do filme foi TANGER. Mas alguém decidiu construir um café “Ricks Café” fazendo uma alusão especial de que CASABLANCAsempre será do filme. 
Depois dessa pequena frustração, seguimos para a Mesquita de Hassan II– A 3ª. terceira maior do mundo, construída sobre águas. Os fieis se ajoelham sobre um piso de vidro que revela o oceano. Comporta 80 mil pessoas. A sala de ablução é um capítulo à parte de tanta beleza. Apesar de ser uma construção Moderna (inaugurada em 1993), os artesãos marroquinos preservaram a estética tradicional e trabalharam com mármore, granito, madeira, mosaicos e estuque.  








É um símbolo de poder e devoção de uma religião tão antiga e polêmica, num mundo tão moderno. 

Então...conhecer essas cidades gradativamente foram fundamentais para me adaptar com a cultura e história e, ao chegar em Marrakech, poder entender a suntuosidade do Marrocos.....e a viagem segue...cheia de surpresas....


Andrea Pires

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